Elaborado con IA a partir del resumen de los autores
Artículo que presenta los resultados de un ejercicio de establecimiento de prioridades en investigación sobre salud mental en Brasil realizado en 2012. Se convocó a 28 expertos (investigadores, legisladores) de diferentes regiones del país para identificar las preguntas de investigación más relevantes para abordar en los siguientes diez años. Tras recopilar 110 respuestas iniciales y aplicar criterios de responsividad, eficacia, aplicabilidad, equidad e impacto en la carga de enfermedad, se seleccionaron las diez preguntas de mayor prioridad. Los hallazgos enfatizan la necesidad de invertir en atención primaria, particularmente en el Programa Estrategia Salud de la Familia, evaluar los servicios de salud mental, y diseñar intervenciones para reducir barreras de acceso y equidad en el tratamiento de trastornos mentales, incluyendo cuestiones de costo-efectividad, dependencias y tecnologías como telemedicina.
Puntos clave
Cuatro de las diez preguntas prioritarias se enfocaron en atención primaria: efectividad de intervenciones, matriciamiento, modelos de atención escalonada e identificación de trastornos mentales comunes en la Estrategia Salud de la Familia.
La investigación prioriza la evaluación de servicios de salud mental para adultos e infanto-adolescentes a fin de esclarecer las barreras al tratamiento en atención primaria.
Se destaca la necesidad de estudios sobre costo-efectividad de antipsicóticos, intervenciones para reducir consumo de alcohol y otras drogas, y aplicación de telemedicina para capacitación de generalistas.
Para quién: Investigadores, decisores de política sanitaria y docentes de salud mental en Brasil y América Latina interesados en definir agendas de investigación basadas en prioridades del sistema de salud.
Resumen de los autores
Background: The main aim of this study is to review the agenda for research priorities of mental health in Brazil. Methodology: The first step was to gather 28 experts (22 researchers, five policy makers, and the coordinator) representing all mental health fields from different geographical areas of the country. Participants were asked to list what they considered to be the most relevant mental health research questions for the country to address in the next 10 years. Seventeen participants answered this question; after redundancies were excluded, a total of 110 responses were collected. As the second step, participants were asked to rank which questions were the 35 most significant. The final step was to score 15 items for each of the 35 selected questions to determine whether it would be a) answerable, b) effective, c) deliverable, d) equitable, and e) effective at reducing the burden of mental health. The ten highest ranked questions were then selected. Results: There were four questions addressing primary care with respect to a) the effectiveness of interventions, b) “matrix support”, c) comparisons of different models of stepped care, and d) interventions to enhance identification and treatment of common mental disorders at the Family Health Program. The other questions were related to the evaluation of mental health services for adults and children/adolescents to clarify barriers to treatment in primary care, drug addiction, and severe mental disorders; to investigate the cost-benefit relationship of anti-psychotics; to design interventions to decrease alcohol consumption; and to apply new technologies (telemedicine) for education and supervision of non-specialists. Conclusion: This priority-setting research exercise highlighted a need for implementing investments at the primary- care level, particularly in the family health program; the urgent need to evaluate services; and policies to improve equity by increasing accessibility to services and testing interventions to reduce barriers for seeking mental health treatment. Introdução: O principal objetivo desse estudo foi revisar a agenda de prioridades em pesquisa em saúde mental no Brasil. Método: Foram selecionados 28 especialistas (22 pesquisadores, cinco legisladores e o coordenador) de diferentes regiões. Responderam ao que consideravam mais relevante em pesquisa para a saúde mental para os próximos 10 anos. Dezessete responderam e configuraram 110 questões, que foram reavaliadas por eles, com atribuição de escore, a partir de 15 itens distribuídos segundo grau de responsividade, eficácia, aplicabilidade, equidade e impacto na redução da carga da doença mental. 35 questões, e dentre elas as 10 mais bem pontuadas, foram destacadas. Resultados: Prevaleceram indicações para estudos de efetividade das inter- venções, matriciamento, comparação entre modelos de intervenção e detecção e tratamento de transtornos mais prevalentes na Estratégia da Saúde da Família. Avaliação de serviços quanto às barreiras ao tratamento; custo-efetividade dos antipsicóticos, intervenções contra efeitos do álcool e outras drogas, e aplicação de tecnologias (telemedicina) para educação e supervisão dos generalistas foram outros. Conclusão: Apontou-se para necessidade de investimentos na saúde mental na atenção primária à saúde; avaliação do sistema de serviços de cuidados de saúde mental, e pesquisas para romper barreiras ao acesso e à equidade no tratamento dos transtornos mentais.
Gregório, G., Tomlinson, M., Gerolin, J., Kieling, C., Cogo‐Moreira, H., Razzouk, D., & Mari, J. D. J. (2012). Setting Priorities for Mental Health Research in Brazil.Brazilian Journal of Psychiatry. https://doi.org/10.1016/j.rbp.2012.05.006