Elaborado con IA a partir del resumen de los autores
Estudio de ecología y uso de herramientas en macacos-prego (Sapajus libidinosus) que habitan un fragmento de manglar en Barreirinhas, litoral este de Maranhão, Brasil, entre septiembre de 2011 y marzo de 2013. La investigación examinó el presupuesto de actividad, la dieta y el uso de herramientas de ruptura para acceder a recursos encapsulados, evaluando las hipótesis de necesidad y oportunidad. Los resultados indicaron que la oferta de alimento encapsulado (cangrejos) se mantuvo estable, mientras que los recursos vegetales variaron según el régimen de lluvias. El presupuesto de actividad fue similar al de otras poblaciones silvestres, aunque el área de vida pequeña y fragmentada influyó en los patrones de forrajeo. La dieta incluyó predominantemente recursos vegetales del manglar, con crustáceos y moluscos consumidos oportunistamente en marea baja. Los hallazgos confirman la flexibilidad y adaptabilidad de la especie en ambientes con limitaciones espaciales y condiciones ecológicas estacionales.
Puntos clave
La disponibilidad de alimento encapsulado en el manglar de Morro do Boi fue estable en el tiempo, mientras que los recursos florales mostró variación estacional asociada a precipitación y humedad.
Los macacos-prego del manglar presentaron patrones de forrajeo terrestre inferiores a los del Cerrado/Caatinga pero superiores a los de bosque húmedo, posiblemente limitados por ciclos de mareas.
El uso de herramientas de ruptura fue flexible y oportunista, empleado principalmente en marea baja para acceder a caranguejos como recurso principal y otros crustáceos en períodos secos como complemento dietario.
El presupuesto de actividad fue comparable al de poblaciones silvestres de Sapajus, aunque la fragmentación y alta densidad poblacional influyeron en patrones de desplazamiento y forrajeo.
Para quién: Estudiantes y investigadores de primatología, ecología y comportamiento animal interesados en estrategias adaptativas de primates neotropicales en ambientes fragmentados y los mecanismos de forrajeo flexible en condiciones estacionales.
Resumen de los autores
A eficiência dos macacos-prego (gênero Sapajus) em uma ampla variedade de ambientes é resultado de sua flexibilidade, oportunismo e adaptabilidade. Esses primatas demonstram padrões de forrageio complexos, exploram manualmente vários estratos do habitat à procura de presas escondidas e apresentam técnicas de forrageio distintas, mostrando-se eficientes no uso de ferramentas para a obtenção de alimento. Embora poucos estudos abordem primatas não-humanos que vivem em manguezais, sabe-se que neste tipo de habitat existem registros do uso de ferramentas de quebra para acessar recursos animais encapsulados. A presente pesquisa é pioneira no estudo da ecologia e do uso de ferramentas em macacos-prego que habitam ambientes fragmentados, com variações sazonais de maré e de recursos alimentares. Os objetivos deste trabalho foram (1) investigar o orçamento de atividade e a dieta de um grupo de macacos-prego (S. libidinosus) residentes em manguezal, avaliando a influência dos fatores ambientais e da disponibilidade de recursos e (2) analisar, sob a perspectiva das hipóteses da necessidade e da oportunidade o uso de ferramentas por esse grupo, estimando a densidade dos sítios de quebra e sua frequência de uso. O estudo foi realizado no fragmento de manguezal Morro do Boi (MB), localizado nos Pequenos Lençóis Maranhenses (Barreirinhas), litoral leste do Maranhão, entre setembro de 2011 e março de 2013. Os resultados mostraram que a oferta de alimento encapsulado (caranguejo) no MB não sofreu grande variação ao longo do período da pesquisa e seguiu o padrão encontrado para os manguezais brasileiros situados na zona equatorial, enquanto que a oferta dos recursos vegetais (flores) foi influenciada pelo regime de chuvas e umidade, apresentando-se maior no período chuvoso. O orçamento de atividade foi semelhante ao de algumas populações de macacos-prego selvagens, embora a pequena e fragmentada área de vida e a alta de densidade de indivíduos possam ter influenciado os padrões de forrageio e deslocamento, que se apresentaram diferentes de populações em condições ecológicas e demográficas distintas. O uso do solo no MB apesar de ter sido mais frequente que o de populações de floresta úmida foi inferior ao dos macacos-prego do Cerrado/Caatinga, podendo ser um reflexo de fatores como a variação das marés, que limita o tempo de uso desses estratos para o forrageio e o consumo de itens encapsulados com ferramentas de quebra. A dieta se assemelhou a de primatas que vivem em manguezal, com o predomínio de recursos vegetais do mangue. A inclusão de crustáceos e moluscos se deu de forma oportunista, na maré baixa, sendo o caranguejo o item com maior frequência nos sítios de quebra. Os demais recursos por serem menores e menos energéticos do que os caranguejos tiveram maior frequência de quebra no período seco, se apresentando como recursos alternativos utilizados para complementar a dieta. As estratégias de forrageio apresentadas pelos indivíduos do MB confirmam a flexibilidade e adaptabilidade dos macacos-prego e contribuem para o aumento do conhecimento da espécie em um ambiente com limitações de espaço e condições ecológicas sazonais
Ribeiro Cutrim, F. H. (2013).Padrão comportamental e uso de ferramentas em macacos-prego (Sapajus libidinosus) residentes em manguezal. https://doi.org/10.11606/t.47.2013.tde-09012014-163238